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Fé e direitos humanos na América Latina

A série apresenta um panorama da relação entre fé e direitos humanos, buscando complexificar os discursos que, em seu afã por restaurar a ordem tradicional, geram polarização nas sociedades latino-americanas e nas comunidades cristãs. Ao longo de seis episódios, são mostradas tensões e confluências entre as narrativas religiosas de movimentos sociais e políticos de diferentes tipos.

Entrevistados/as:
Denise Mota (periodista), Gabriel Quirici (historiador), Lucy Garrido (militante feminista), Miguel Pastorino (filosofo), Valeria España (abogada), Marcela Schenck (politóloga), Manfred Steffen (ingeniero), Nelson Villarreal (cientista político), Nancy Cardoso (teóloga feminista), Judith Barolín Pilón (eco-feminista), Franco Berón (militante cristiano), Ana María Bidegain (historiadora), Keissy Correa (trabajadora social), María Márquez (estudiante), Claudia Florentin (comunicadora) y Martín Delgado (militante charrúa).

Realización audiovisual: Marilyn Reina y Victor Aragón.

Guión: Stefanie Kreher

Producción: Nicolas Iglesias Schneider

Episódio 1

A igreja tem um destino político?

Mostra-se o vínculo entre a guerra fria e a implantação do neoliberalismo, propiciado na região pelas ditaduras das décadas de 1960, 1970 e 1980. Por meio do Plano Condor, concebido no marco da Doutrina de Segurança Nacional, foram reprimidos sistematicamente grupos sociais, políticos e religiosos na perspectiva da libertação, considerados como uma ameaça comunista.

Episódio 2

O cristianismo é a reserva moral da sociedade?

A direita cristã na América Latina, desde suas origens estadunidenses até sua presença hoje em confluência com atores políticos conservadores, defendeu e defende imagens de Deus que justificam o racismo, o patriarcado, o extrativismo e a violência. Isso é exemplificado no caso paradigmático do Brasil.

Episódio 3

Existe diálogo entre a fé e o feminismo?

O diálogo entre as espiritualidades e a perspectiva de gênero é possível e necessário para se construir espaços democráticos e libertadores. Em contraste, atores sociais poderosos ligados à religião, política e economia na América Latina sustentam um discurso que apresenta o feminismo como o grande inimigo da fé cristã. Por meio da construção midiática da ideologia de gênero, promovem uma polarização funcional em detrimento das propostas de equidade, laicidade estatal e liberdade religiosa.

Episódio 4

O discurso religioso justifica a violência?

A promoção e plena participação das mulheres na sociedade e na igreja é uma luta de longa data. Hoje, as redes sociais são usadas para replicar narrativas ultraconservadoras por meio de mensagens curtas e simples. Essas narrativas revivem uma leitura que defende práticas antidemocráticas e negam a violência do passado para que seja naturalizada no presente. É preciso considerar as contradições da vida em sociedade e fazer uma análise a partir de sua complexidade para evitar uma polarização que seja funcional ao autoritarismo.

Episódio 5

Há caminhos para transformar o racismo ambiental?

Repensar a maneira como vivemos, produzimos e nos relacionamos com a natureza e todos os seus seres é vital porque somos interdependentes. Na América Latina se experimenta a possibilidade de uma espiritualidade que constrói vínculos de amor, justiça socioambiental e solidariedade, e é preciso continuar a aprofundá-la a partir da esperança.

Episódio 6

Uma espiritualidade intercultural é possível?

A vida e a biodiversidade estão ameaçadas pela desigualdade e exclusão social. Hoje, na América Latina, 43 milhões de pessoas vivem fora de seus países de origem. Várias manifestações de nacionalismo e racismo buscam replicar a conquista da terra e do espírito. Mas, a partir da base da sociedade, estão se gestando oportunidades para a construção de outro mundo possível e necessário.